terça-feira, 7 de junho de 2011

Bombeiros para a crise

É preciso trocar gasolina por muita água fria nas negociações entre o governo fluminense, os bombeiros e o Judiciário. Que os bravos soldados do fogo queimaram o filme ao invadir o QG da corporação, no Rio, não se discute, mas manter presos 439 dos dois mil que participaram do protesto é esticar a corda e o drama.

A maioria da população apoia a causa por melhores salários da corporação e quer ver o impasse resolvido logo, já que paga bem para ter atendimento quando acionar o 193, o Samu ou o guarda-vida nas praias.

Para apagar o incêndio político e jurídico, é preciso mandar logo para casa os que estão presos em Niterói, no quartel aos pés do Morro do Preventório, em Charitas, junto à comunidade que muitos bombeiros ajudaram a criar. Ou só traficante, político corrupto e jornalista assassino podem responder em liberdade?