“Estamos repensando a logística de transporte de cargas e pessoal para as plataformas no pré-sal com segurança. É um trabalho pioneiro que resultará em novas tecnologias. Pensamos num terminal oceânico a cerca de 100 quilômetros da costa, no meio do caminho, para fazer o abastecimento de navios no mar. Dali parte do óleo seguirá para exportação, sem precisar passar por terra, e a outra virá para nossas refinarias, como a do Comperj”, explicou o gerente executivo da Transpetro, Paulo Penchiná.
O representante da Transpetro calculou que o número de barcos de apoio subirá de 287 para 560, em 2020: “Temos que estar estruturados, não só nos estaleiros de construção naval como nos de reparo.” Para o representante da Brasil Supply, Edgar Strauss Junior, os desafios logísticos são enormes, mas precisam ser vencidos, no apoio offshore. Sediada em Vitória (ES), a empresa tem a Petrobras Distribuidora como uma das parceiras e investe em novas unidades no litoral. Serão construídas unidades de fluidos em Angra dos Reis e na Baía de Guanabara, além de Santos (SP) e Aracaju (SE), para acompanhar o ritmo da produção de petróleo.
Já o representante da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq), Alberto Machado, falou da importância do fortalecimento dos fornecedores locais: “A desnacionalização do setor preocupa. Não terá conteúdo local sem indústria local com condições para competir. É preciso planejar o futuro, para garantir empregos.” Para o representante do Sindicato Nacional da Indústria de Construção e Reaparação Naval (Sinaval), Alberto Padilla, a missão é acompanhar o horizonte novo do pré-sal, garantindo a competitividade da indústria. “Temos 26 estaleiros fortes em operação e 12 em implantação, capazes de processar 570 mil toneladas de aço por ano. E a demanda será de 1 milhão, temos que duplicar a capacidade”, disse Padilla, que também é da Associação Brasileira das Empresas do Setor Naval e Offshore (Abenav).
Ao falar da concorrência externa, o diretor regional RJ/ES da Associação Brasileira da Indústria Elétrica Eletrônica (Abinee), Paulo Galvão, defendeu a criação de um órgão específico para a defesa do conteúdo local: “A concorrência é forte, global e desigual. É preciso adequar as diretrizes internas à crise mundial, garantir nossos ganhos.”
A NNO chega ao fim, nesta quinta-feira (10), das 14h às 21h, com 118 empresas expositoras. O evento é uma promoção da prefeitura de Niterói e do Itaesa.