domingo, 31 de julho de 2011

Trabalho no pré-sal em debate

O seminário Qualificar e Competir – Petróleo e Gás, realizado na Firjan, na quinta (29/7), rendeu boas frases e números para reflexão.

“A Petrobras não pode investir só no Rio”, justificou o presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli, ao falar do novo Plano de Negócios para o Brasil e o exterior, que tem cortes mas preserva o Comperj.

“Não adianta conteúdo local acéfalo, tem que agregar valor. Não queremos fazer só casco, mas o navio inteiro”, desabafou o diretor da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), Eloi Fernandéz y Fernandéz, que criticou os métodos chineses de “competitividade”.

“A desoneração é fundamental para a competitividade das indústrias brasileiras”, reforçou o diretor da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Alberto Machado.

“São Paulo acordou para o pré-sal”, frisou o diretor da Associação Brasileira de Engenharia Industrial (Abemi), Joaquim Maia, numa alusão à condição de estado produtor na Bacia de Santos.

Está em estudo uma nova unidade do Senai, em Itaboraí, segundo a diretora de Educação do Sistema Firjan, Andréa Marinho. “Formar três mil soldadores para o Comperj é um desafio bom.”

É do Estado do Rio a maioria dos 78 mil alunos qualificados pelo Prominp, de acordo com números divulgados pelo coordenador executivo do programa Nacional da Indústria de Petróleo e Gás Natural, José Renato de Almeida.

“É preciso que as empresas participem mais do processo de qualificação, inclusive dos instrutores, que devem ter experiências específicas”, disse o subsecretário estadual de Trabalho, Antônio Charbel.

A Universidade Petrobras está disposta a apoiar a abertura de cursos técnicos de geologia, bem como ajudar a criar oficinas para profissionais elaborarem projetos básicos e executivos. “Temos também que divulgar mais o Prominp”, pediu o gerente geral da universidade, Ricardo Salomão. “É preciso incentivar o jovem, o ensino técnico e evitar a evasão. Na Petrobras, 70% dos profissionais são técnicos.”